Como prometido no post anterior, hoje é dia de trechos do livro. Como estou de muito bom humor (hahaha) vou colocar o começo do segundo capítulo para vocês. Aproveitem e vão comentando, dizendo o que estão achando dos personagens, da relação entre eles, do ambiente, da narrativa, da construção dos diálogos e etc, a opinião de vocês é MUITO importante e relevante para mim, já que ainda estou num processo longo de criação do livro :D
Capítulo II
Faltavam dois dias para o
Natal. Bruna e toda sua família estavam ansiosos. Desde garotinha adorava o
Natal e a sensação de paz, alegria e harmonia que ele trazia. Gostava de montar
a árvore, de colocar os presentes embaixo dela e da ceia de Natal. Todo aquele
clima de confraternidade lhe deixava feliz.
Mas nesse Natal ela não estava totalmente feliz. Já fazia três dias que não via Guilherme e não se falavam por telefone. Apenas trocaram algumas curtas mensagens secas que a deixaram mais chateada. Não com ele, mas chateada consigo mesma. Se houvesse um meio de reparar tudo isso...
Era tarde de sexta-feira e Bruna, Sophia e Matheus estavam montando a árvore de Natal na sala de estar. A árvore já estava com a família há um bom tempo, mas sempre muito bonita e conservada. Era grande, verde e os enfeites eram diversos, das mais variadas cores e formas. Matheus agora estava no colo de Sophia, que o ajudava a alcançar a ponta da árvore para colocar a grande estrela dourada e brilhante que Bruna sempre se pegava admirando quando sentava na sala nessa época.
_ Agora, só vão faltar os presentes. – Bruna comentou, emocionada com o resultado final – Está linda, mais linda que nos anos anteriores.
_ Eu tenho que concordar – Sophia disse sorridente – E olha que essa árvore existe desde os meus dez anos.
_ Realmente, ela é muito velha né? – Matheus brincou, apertando o nariz da irmã mais velha, que lhe deu um peteleco de leve na orelha.
_ Seu bobinho! – Ela exclamou, colocando-o no chão. – Bruna, mamãe pediu para você ajudá-la mais tarde a fazer brigadeiro. Eu ajudaria, mas vou sair com a Débora e a Elaine.
_ Aonde vão? – Bruna olhou em direção à cozinha e ficou contente que poderia se distrair com os brigadeiros.
_ Cineminha, conversar, faz tempo que não nos vemos e elas vão viajar agora, então vamos nos ver antes que passe mais tempo. – Sophia explicou, ajeitando um detalhe ameno na árvore. – Vou lá subir e me arrumar, ok? Fica aí com o Matheus enquanto a mamãe no chega.
_ Mamãe foi aonde? – Matheus perguntou, sentando-se no sofá.
_ Foi no mercado sua coisinha! – Bruna sentou-se ao lado dele e ficou mexendo em seu cabelo – Quer assistir TV?
_ Quero ajudar vocês a fazer brigadeiro. – Ele disse balançando a cabeça em negativa pra televisão.
_ Tudo bem então, se a mamãe deixar você ajuda. – Ela bagunçou o cabelo do irmãozinho e começou a rir da cara revoltada dele. – Enquanto ela não chega, irei ligar a internet um pouco. Fica aí vendo desenho. – Bruna ligou a TV e colocou em um canal de desenhos 24 horas por dia – Quando ela chegar, você me chama.
Matheus logo ficou entretido com os desenhos sobre super-heróis e Bruna subiu para seu quarto. Fechou a porta, ligou o computador e sentou-se o esperando conectar.
Bianca e Lara estavam online. Guilherme também. Bruna pensou em falar com ele, mas sentia que ainda não era o momento. Não era orgulhosa, mas sentia que ele ainda precisava relaxar e pensar mais um pouco. Colocou as duas amigas numa mesma conversa no MSN e começaram a teclar.
Combinaram de se encontrarem de noite para dar um passeio, assistir um filme, ir numa pizzaria ou apenas parar em algum lugar e ficarem conversando. Bruna gostou da ideia, pois seria a última vez que veria as amigas antes do Ano Novo. Ficou olhando para o nome de Guilherme e suspirou. Se ele quisesse conversar com ela, viria atrás em algum momento e talvez pudesse convidá-lo para ir ao passeio junto com as garotas.
_ Bem Gui, eu espero que você realmente me perdoe logo. – Bruna pensou alto enquanto conversava com as amigas e encarava a foto de Guilherme – Eu gosto demais de você, não quero te ver magoado...
Isso lhe deu inspiração para escrever um pouco. Abriu o World e começou a digitar o que lhe vinha à mente. Os poemas e as poesias eram amigos que poderia contar sempre. Quando lhe dava inspiração, era apenas abrir o programa no computador ou pegar seu diário para começar suas anotações. Não gostou das primeiras estrofes e as refez duas vezes. Continuou e gostou do resultado.
Eu prometo
Lembro-me das lágrimas escorrendo pelo seu rosto
Enquanto dizia: “Não me deixe aqui sozinha”.
Quando a luz estava sendo devorada pelas sombras
Eu olhei nos seus olhos e prometi ficar.
Nenhuma de nós partiria naquele dia.
Seu sorriso iluminou tudo,
E permiti que um foco de esperança
Se ascendesse em mim.
Talvez nem tudo estivesse perdido,
Talvez a guerra logo chegasse ao fim,
E eu pudesse debruçar-me novamente sobre a janela,
Observando o mundo lá fora.
Julguei ter-me esquecido de como se fazia,
Mas consegui me permitir sonhar com um mundo melhor,
Sonhar com um novo amanhecer
E um pôr-do-sol que voltasse a aparecer no dia seguinte.
Eu desejei escolher uma estrela no horizonte
E seguir seu brilho
Até que a luz do Sol o escondesse de mim.
Eu continuaria tentando.
Eu queria reaprender a viver,
Voltar a ser criança,
Perseguir borboletas pelo jardim,
Crescer,
Odiar-me,
Apaixonar-me,
Temer a morte
Ao invés de quase desejá-la...
Mas estou vivendo nesse crepúsculo sem fim
Esperando a luta por sobrevivência acabar.
Em meio a todo esse caos,
Todos querem viver,
Mas a maioria está cansada de tentar.
Mas nesse Natal ela não estava totalmente feliz. Já fazia três dias que não via Guilherme e não se falavam por telefone. Apenas trocaram algumas curtas mensagens secas que a deixaram mais chateada. Não com ele, mas chateada consigo mesma. Se houvesse um meio de reparar tudo isso...
Era tarde de sexta-feira e Bruna, Sophia e Matheus estavam montando a árvore de Natal na sala de estar. A árvore já estava com a família há um bom tempo, mas sempre muito bonita e conservada. Era grande, verde e os enfeites eram diversos, das mais variadas cores e formas. Matheus agora estava no colo de Sophia, que o ajudava a alcançar a ponta da árvore para colocar a grande estrela dourada e brilhante que Bruna sempre se pegava admirando quando sentava na sala nessa época.
_ Agora, só vão faltar os presentes. – Bruna comentou, emocionada com o resultado final – Está linda, mais linda que nos anos anteriores.
_ Eu tenho que concordar – Sophia disse sorridente – E olha que essa árvore existe desde os meus dez anos.
_ Realmente, ela é muito velha né? – Matheus brincou, apertando o nariz da irmã mais velha, que lhe deu um peteleco de leve na orelha.
_ Seu bobinho! – Ela exclamou, colocando-o no chão. – Bruna, mamãe pediu para você ajudá-la mais tarde a fazer brigadeiro. Eu ajudaria, mas vou sair com a Débora e a Elaine.
_ Aonde vão? – Bruna olhou em direção à cozinha e ficou contente que poderia se distrair com os brigadeiros.
_ Cineminha, conversar, faz tempo que não nos vemos e elas vão viajar agora, então vamos nos ver antes que passe mais tempo. – Sophia explicou, ajeitando um detalhe ameno na árvore. – Vou lá subir e me arrumar, ok? Fica aí com o Matheus enquanto a mamãe no chega.
_ Mamãe foi aonde? – Matheus perguntou, sentando-se no sofá.
_ Foi no mercado sua coisinha! – Bruna sentou-se ao lado dele e ficou mexendo em seu cabelo – Quer assistir TV?
_ Quero ajudar vocês a fazer brigadeiro. – Ele disse balançando a cabeça em negativa pra televisão.
_ Tudo bem então, se a mamãe deixar você ajuda. – Ela bagunçou o cabelo do irmãozinho e começou a rir da cara revoltada dele. – Enquanto ela não chega, irei ligar a internet um pouco. Fica aí vendo desenho. – Bruna ligou a TV e colocou em um canal de desenhos 24 horas por dia – Quando ela chegar, você me chama.
Matheus logo ficou entretido com os desenhos sobre super-heróis e Bruna subiu para seu quarto. Fechou a porta, ligou o computador e sentou-se o esperando conectar.
Bianca e Lara estavam online. Guilherme também. Bruna pensou em falar com ele, mas sentia que ainda não era o momento. Não era orgulhosa, mas sentia que ele ainda precisava relaxar e pensar mais um pouco. Colocou as duas amigas numa mesma conversa no MSN e começaram a teclar.
Combinaram de se encontrarem de noite para dar um passeio, assistir um filme, ir numa pizzaria ou apenas parar em algum lugar e ficarem conversando. Bruna gostou da ideia, pois seria a última vez que veria as amigas antes do Ano Novo. Ficou olhando para o nome de Guilherme e suspirou. Se ele quisesse conversar com ela, viria atrás em algum momento e talvez pudesse convidá-lo para ir ao passeio junto com as garotas.
_ Bem Gui, eu espero que você realmente me perdoe logo. – Bruna pensou alto enquanto conversava com as amigas e encarava a foto de Guilherme – Eu gosto demais de você, não quero te ver magoado...
Isso lhe deu inspiração para escrever um pouco. Abriu o World e começou a digitar o que lhe vinha à mente. Os poemas e as poesias eram amigos que poderia contar sempre. Quando lhe dava inspiração, era apenas abrir o programa no computador ou pegar seu diário para começar suas anotações. Não gostou das primeiras estrofes e as refez duas vezes. Continuou e gostou do resultado.
Eu prometo
Lembro-me das lágrimas escorrendo pelo seu rosto
Enquanto dizia: “Não me deixe aqui sozinha”.
Quando a luz estava sendo devorada pelas sombras
Eu olhei nos seus olhos e prometi ficar.
Nenhuma de nós partiria naquele dia.
Seu sorriso iluminou tudo,
E permiti que um foco de esperança
Se ascendesse em mim.
Talvez nem tudo estivesse perdido,
Talvez a guerra logo chegasse ao fim,
E eu pudesse debruçar-me novamente sobre a janela,
Observando o mundo lá fora.
Julguei ter-me esquecido de como se fazia,
Mas consegui me permitir sonhar com um mundo melhor,
Sonhar com um novo amanhecer
E um pôr-do-sol que voltasse a aparecer no dia seguinte.
Eu desejei escolher uma estrela no horizonte
E seguir seu brilho
Até que a luz do Sol o escondesse de mim.
Eu continuaria tentando.
Eu queria reaprender a viver,
Voltar a ser criança,
Perseguir borboletas pelo jardim,
Crescer,
Odiar-me,
Apaixonar-me,
Temer a morte
Ao invés de quase desejá-la...
Mas estou vivendo nesse crepúsculo sem fim
Esperando a luta por sobrevivência acabar.
Em meio a todo esse caos,
Todos querem viver,
Mas a maioria está cansada de tentar.
Não entendeu ao certo de onde veio essa inspiração. Apenas sentia que aquelas palavras que usara não eram sobre ela e Guilherme, mas sim sobre algo muito mais forte, que talvez a envolvesse ou talvez não. Salvou o poema numa pasta e guardou—o. Não queria mostrá-lo para ninguém. Mais tarde, quando postasse em seu blog, divulgaria com os leitores assíduos e com as amigas.
Bem pessoal, quero constar que foi revisado meio por cima, pode conter erros e coisinhas assim. Espero que gostem e tenham ficado curiosos para o resto. Eu só não posto o capítulo completo porque quero avançar um pouco mais na história. Mas não se preocupem; toda segunda-feira (ou até mesmo em outros dias, se eu estiver inspirado, quem sabe) será postado um trecho novo do livro. Continuem acompanhando o blog e não esqueçam de comentar (bem que poderia ter a opção curtir aqui, né?)...
Beijos pessoal, boa noite ;)
Ps: O poema é de autoria da Bruna Donini. Para quem não sabe, há alguns posts atrás eu disponibilizei aqui o link do blog dela, onde ela publicou vários poemas e poesias, um mais lindo do que o outro. Quando li esse poema, pensei que tivesse tudo a ver com a história. Espero que gostem e não deixem de entrar no blog dela, ela realmente tem textos muito bons :).
Eu tava pensando isso agora, poderia mesmo ter a opção curtir, né? rsrsrsrs'
ResponderExcluirE o que será que aconteceu com o Guilherme pra ele ta tratando a Bruna assim?!
Adorei o poema =)