segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Boa noite pessoal! Tudo bem com vocês?
Perceberam que agora o blog está dividido em sessões? Os posts seguirão normalmente, mas sempre que quiserem por exemplo conferir os capítulos, é só ir no marcador próprio do livro, ou quando quiserem ver as dicas, é ir direto para a sessão de Indicações e assim sucessivamente. Ainda pretendemos (eu, a escola, a professora e todos que colaborarem) uma sessão para outras pessoas disponibilizarem seus livros ou contos por exemplo e sessões para redações. Em breve o blog estará de cara nova!

Hoje é dia de postar continuação do segundo capítulo, não deixem de conferir ;D. Postando do momento em que parei no post anterior do capítulo até o fim deste. Espero que gostem. Beijos.


 Escutou o carro parar na garagem e não contou poucos segundos até que Matheus estivesse abrindo a porta, colocando sua carinha redonda e rosada para dentro para dizer que Dona Monique já havia chego.
 Bruna despediu-se das amigas e deu uma ultima olhada para a foto de Guilherme. Não se conteve e mandou um ponto de interrogação para ele. Em segundos ele já havia respondido com outro ponto de interrogação e um símbolo triste. Bruna disse que queria vê-lo e que ele ligasse mais tarde. Desconectou a internet sem ver a resposta do namorado e desligou o computador.
_ Hora de fazer brigadeiro! Quem chegar por último não encosta nem o dedo na tigela! – Bruna riu e saiu correndo em disparada na frente do irmãozinho que a acompanhou rapidamente.
 Passaram a tarde toda fazendo brigadeiro e preparando o jantar. Bruna, Matheus e Dona Monique se divertiram como nunca, enquanto Seu Carlos vinha de vez em quando verificar a algazarra dos três para rir um pouco e voltava para a sala para ver TV. Numa dessas suas vindas, acabou entrando no meio da pequena guerrinha de doce e se lambuzou junto com os filhos e a mulher de brigadeiro.
 Antes do jantar, Bruna foi tomar banho. Demorou um pouco debaixo do chuveiro enquanto cantava as músicas em que estava viciada no momento. Estava contente, à tarde agradável com sua família havia lhe dado um novo ânimo, diferente dos últimos dias.
 Ligou o computador e conectou a internet rapidamente antes de descer. Entrou nas redes sociais e encontrou Guilherme online ainda. Ele havia dito que estava sem créditos, mas que aceitava vê-la. Bruna sorriu de canto e lhe respondeu que mais tarde sairia com as meninas, mas não teria problema se ele fosse junto, pois as garotas poderiam convidar seus rapazes. Ao dizer isso Bruna pensou em Bianca com Marcos e imaginou como seria lindo vê-los juntos, afinal, estariam adiantando de uma vez a ficada tão demorada.
 Guilherme aceitou o convite e os dois se despediram com um coração. Bruna desconectou a internet, se vestiu rapidamente e desceu enquanto mandava mensagens para Bianca e Lara acerca do novo programa. Seu pai estava na sala lendo jornal e Matheus brincava com um carrinho cujo Guilherme havia dado semanas atrás.
_ Filha, estou indo atrás do seu intercâmbio. – Seu pai disse sem tirar os olhos do jornal e Bruna se perguntou como ele sabia que ela havia descido, já que quase não fazia barulho algum.
_ De verdade? – Seus olhos brilharam e havia uma emoção enorme contida em sua voz.
_ Sim, eu e sua mãe estamos pensando mesmo no seu futuro. Sabemos que é importante para você. Temos uma boa quantia de dinheiro extra que podemos aplicar em seu futuro. Mas ainda assim, estamos torcendo pra que você seja uma das raras pessoas que consiga ganhar uma bolsa. Mas meu bem – Ele sorriu para a filha enquanto dobrava e guardava o jornal – Se Deus quiser tudo irá dar certo.
 Bruna estava mais do que feliz. Não podia descrever o que estava sentindo. Seu maior sonho prestes a se concretizar. Ela sabia da tamanha responsabilidade que isso requeria, mas acima de tudo, estava nas nuvens. Se conseguisse e ela bem sabia que iria conseguir, não teria mais do que reclamar.
_ Obrigada papai, mesmo. Muito obrigada! – Ela foi ao encontro do pai e o abraçou fortemente. Ficaram ali se abraçando por um tempo. O abraço do pai lhe fazia um bem gigantesco. Sentia-se mais do que protegida e amada em seus braços.
_ Fico tão feliz em ver meus filhos felizes! – Carlos murmurou, entre o abraço. – Vem aqui também, Matheus.
 Matheus foi correndo e o pai o pegou no colo, rodando-o pela sala. Bruna ria emocionada, enquanto sua mãe aparecia na sala para rir junto com a filha. Ao mesmo tempo Sophia adentrou pela porta e se perguntou por que motivo de tanta alegria. Ao saber da notícia, abraçou Bruna.
_ Você merece minha irmã. Quando eu tinha sua idade queria muito isso, mas as condições não eram tão favoráveis. Se você conseguir, quero passar um tempinho lá com você, ok?
_ Pode deixar! – Bruna sorriu e bateu de levinho na cabeça da irmã. – Estou com fome, vamos comer?
_ Eu vim exatamente chamar vocês – Dona Monique disse animada, praticamente cantarolando.
_ O que é? – Perguntou Sophia, bastante interessada – Estou com fome, acabou que nem comemos nada hoje, só rimos e fofocamos.
_ Essas meninas – Seu Carlos riu, enquanto levava Matheus nas costas para a cozinha.
_ Macarronada com almôndegas, salada de maionese e bife empanado. – Bruna respondeu a irmã – Eu ajudei a fazer.
_ Opa, então estou dentro. – Sophia riu e as três foram juntas para a cozinha.
 Depois do jantar, Bruna estava mais do que satisfeita. Comeu até mais do que o normal e se divertiu muito na mesa com as piadas do pai, as besteiras de Matheus e os comentários irônicos de Sophia. Consultou o relógio e viu que em poucos minutos as meninas e Guilherme estariam chegando. Esperava se acertar com ele, mesmo sabendo que o namorado não ficaria feliz ao saber da notícia do intercâmbio. Decidiu que não contaria por enquanto e esperaria as festas passarem, para que ao menos nesse final de ano não houvessem mais discussões por essa razão. Subiu para seu quarto, se vestiu, penteou os cabelos e passou uma maquiagem leve do jeito que gostava. Colocou uma calça jeans e uma camiseta branca. Pôs uma blusa fina por cima, pois incrivelmente a noite estava um pouco fria.
 Ao descer, Bia e Lara já estavam sentadas no sofá da sala e Sophia fazia companhia a elas. Estavam conversando sobre moda e maquiagens e Bruna riu silenciosamente ao ver que Lara e a irmã se davam muito bem por terem gostos extremamente parecidos.
_ Oi garotas! – Ela murmurou, pisando no último degrau – Onde está o Marcos Bia? E quem vai te acompanhar Lara?
_ O Marcos vai chegar daqui a pouco – Os olhos de Bianca brilharam e Bruna sentiu a emoção em sua voz. Que eles fiquem juntos e dê tudo certo pensou consigo.
_ E eu também tenho meu gatinho – Lara riu e passou a mão entre os cabelos – É um garoto da escola que há tempos quer ficar comigo. Resolvi dar uma chance para ele já que ele é tão bonitinho e simpático. E parece fofo também. A Bia me convenceu.
_ Ele realmente é uma graça. É meu amigo Lara. – Bianca comentou, dando espaço para Bruna se sentar – É o Daniel, sabe Bru?
 Bruna concordou com a cabeça.
_ É ele que te fará companhia esta noite Lara? – A garota piscou os olhinhos repetidas vezes provocando risadas pelo ambiente – Se for, estará muito bem acompanhada.
_ Ah eu sei Bruna. – Lara parecia estar radiante também – A Bia finalmente ficará com o Marcos, você e o Guilherme se acertarão e quem sabe eu não desencalho. A vida começa a fazer sentido no final do ano.
_ Pois eu concordo garotas – Sophia murmurou alegre – E é por isso que eu vou subir pro meu quarto agora e esperar o Raul chegar. Hoje ele vai dormir aqui e vamos assistir a muitos filmes.
_ Sei o filminho que irão assistir! – Lara ironizou, deixando Sophia corada – Você é tão diferente da Bruna, mas quando o negócio esquenta você cora do mesmo jeito.
_ Ai Bruna, dá um jeito nas suas amigas hein. – Sophia riu e jogou uma almofada em Lara. – Que vocês se divirtam hoje – Ela complementou subindo rapidamente para seu quarto enquanto ria escandalosamente.
_ Você parece mais do que radiante Bruna, o que aconteceu? – Perguntou Bianca, cheia de curiosidade. Bruna sabia que a felicidade estava mais do que explícita em seu rosto. E tinha como não estar? Pensou consigo mesmo, abrindo um largo sorriso que pelas expressões das amigas, estava causando um grande efeito. Ela estava mais do que feliz e tinha que dividir a razão de tudo com aquelas que estavam sempre ao seu lado e que comemorariam consigo.
 As meninas reagiram de acordo com o que Bruna esperava. Bianca e Lara riram muito e pareciam literalmente felizes pela amiga. As três se abraçaram forte e Bruna recebeu vários beijos no rosto.
_ Você merece, de verdade. Merece muito! – Lara exclamou, entre vários sorrisos – Estou mesmo muito contente por você Bru. Acho que se essa noite já ia ser ótima, agora vai ser perfeita.
_ Concordo Lara. – Bianca comentou, abraçando novamente Bruna – É seu sonho, oh meu Deus. Seu sonho estou tão feliz que você vai conseguir realizá-lo!
_ Isso merece todo e qualquer tipo de comemoração garotas. – Lara murmurou, indo até a cozinha – Tem suco do quê Bru?
_ De laranja! – Bruna gritou da sala, rindo logo após.
_ Já serve. – Lara que já era de casa há muito tempo, abriu a geladeira, pegou a jarra e colocou suco de laranja para as três.
_ Prontinho.
_ Obrigada. – Agradeceram juntas Bruna e Bianca.
 As três fizeram um brinde e tomaram o suco. A felicidade agora parecia completa para Bruna ao sentir todo o apoio caloroso das amigas. Indagava-se o que seria dela se elas não existissem. Imaginou que nada e sorriu ao olhá-las.
_ Eu amo vocês. – Ela disse, colocando toda a sinceridade em sua voz. As garotas deixaram seus copos na mesinha e tornaram a abraçá-la – Vou sentir falta de vocês.
_ Mas é claro que não sentirá falta da gente. Eu vou com você. – Bianca mostrou a língua para a amiga e começou a rir – Acha mesmo que vamos ficar longe?
_ E eu vou ficar sozinha aqui? – Lara choramingou – Que maldade a de vocês.
_ Por que você não tenta ganhar uma bolsa também Lara? – Bianca indagou para a amiga, bebendo mais um pouco do suco.
_ Porque não gosto da ideia de sair do país. Pelo menos não para mim. Fico feliz por vocês, já que é algo que querem. Mas eu prefiro ficar por aqui. – Lara fez um biquinho e Bruna apertou sua bochecha – Vocês vão sempre entrar em contato não é? Não importa a circunstância, a ocasião, quero ficar atualizada de tudo. Imagina se vou ficar tão distante assim de vocês? Daí eu morro.
_ Pode ficar tranquila Lara. – Bianca encostou a mão em seu ombro e sorriu – Nós amamos você.
 As três ouviram o carro de Guilherme estacionar em frente à casa. Bruna olhou para as duas amigas e seu olhar revelou quase instantaneamente que não deveriam tocar no assunto da viagem pelo menos até que ela conseguisse falar com Gui com calma.
_ Será que os meninos ainda vão demorar? – Lara se questionou, espiando pela janela – O Gui tá bonitão hoje hein Bruna.
 Bruna sorriu e foi abrir a porta. Guilherme estava entrando pelo portão meio retraído. Os olhos dos dois se encontraram e eles se abraçaram. Bianca e Lara ficaram logo atrás com expressões apaixonadas que arrancariam risadas de Bruna se visse a cena.
_ Senti sua falta. – Guilherme murmurou entredentes, bem baixinho. Bruna sorriu e concordou com a cabeça: Eu também!
 Continuaram ali se abraçando por um tempo. Lara e Bianca pigarrearam juntas, pois estavam sobrando ali. Os dois se desvencilharam dos braços um do outro e começaram a rir. 
_ E aí, cadê os companheiros de vocês?
_ Já estão chegando. Acabei de receber mensagem do Daniel – Lara não conseguia esconder seu contentamento e a ansiedade de estar ao lado do garoto – E o Marcos também acabou de avisar a Bia que está vindo.
_ Ótimo! – Gui exclamou, fazendo uma cara de safado para as meninas – Hoje o negócio esquenta pra vocês, não é?
 Bruna corou pelas duas que ficaram chocadas. Em segundos estavam todos rindo e Bia e Lara davam tapinhas nas costas de Guilherme.
_ Seu namorado é um idiota Bru. – Bianca comentou, entre risadas altas – Onde já se viu?
_ Quando os meninos chegarem, ele vai se comportar, não vai Gui? – Bruna puxou a orelha do namorado e fez cara de séria. Guilherme deu um sorriso de canto para a garota que começou a rir em segundos. As coisas pareciam ter voltado ao normal, ou pelo menos Bruna queria acreditar que sim. Apoiou a cabeça no ombro de Guilherme e ficou sorrindo para ele. Ele não se conteve e roubou um selinho da namorada fazendo com que Bianca e Lara soltassem sonzinhos apaixonados como em um coral de fundo.
_ Não sei quem é mais bobo aqui. – Bruna comentou, olhando para as três pessoas ao seu redor – Minhas amigas ou meu namorado?
_ Ai amor, sou bobo, mas eu amo você. – Antes que Bruna pudesse fazer um comentário, Guilherme a puxou para mais perto de si e os dois deram um beijo intenso.
_ Bem, acredito que sobramos de novo Lara, o que você acha? – Bianca perguntou, sorrindo e fazendo cara de desentendida.
_ Será amiga? – Lara riu baixinho e ficou olhando para o portão – Olha lá, tem um garoto vindo. Parece-me muito com o Marcos?
_ Oh meu Deus, como estou, como estou? – O desespero estava estampado na voz e no rosto de Bianca que começou a passar a mão pelos cabelos encaracolados e a ajeitar o vestido. – Estou ridícula, não estou?
_ Ah larga a mão. Está ótima! – Lara exclamou, dando tapinhas na mão da amiga para que esta acalmasse – É só esconder toda sua afobação e euforia e ser você mesma. Vai dar tudo certo.
_ Tomara!
 Marcos parou no portão e sorriu ao ver Bianca. A garota respirou fundo e relaxou os ombros. Olhou para Lara e para Bruna e as duas assentiram levemente com a cabeça. Guilherme estava com uma cara risonha e ela corou ainda mais. Desceu a escadinha da varanda lentamente, tomando todo o cuidado do mundo para não cometer nenhuma gafe. Queria aparecer na frente do garoto o mais perfeita possível. Abriu o portãozinho e saiu, ficando frente a frente com o menino que gostava há tanto tempo. Não sabia exatamente o que fazer e Bruna percebeu da varanda que a amiga tinha grandes chances de ficar sem fala quando Marcos fizesse a primeira comunicação verbal.
 Marcos era um garoto de estatura média. Era moreno, seus cabelos eram rebeldes e lembravam à Bruna o personagem de um livro que gostava bastante. Mais magro que Guilherme, não fazia o tipo que malhava. Embora tivesse 17 anos, aparentava ter mais de 19. Era bonito e Bruna compreendia o porquê de Bianca ter se apaixonado por ele, ao vê-lo sorrir e piscar para a amiga. Era realmente encantador.
 Os dois pareciam envolvidos apenas pelo olhar. Bianca colocou o cabelo atrás da orelha e sorriu corada. Marcos se aproximou e deu-lhe um beijo na bochecha.
_ Você está linda Bia! – Bruna observou que a amiga estava mais vermelha que pimenta e não pode evitar escapar uma risadinha baixa. Marcos falava com sinceridade e sua voz era forte, marcante e bastante sedutora – Como está?
_ Como ela está? Melhor do que qualquer um essa noite. – Lara comentou com Bruna enquanto observavam a expressão de Bianca mudar de tímida para assustada e depois para apaixonada algumas sucessivas vezes.
_ Estou muito bem e você? – Por mais que parecesse que Bianca fosse gaguejar ou enrolar, tremer ou até mesmo desmaiar, a garota foi muito firme e respondeu com a voz segura, mantendo a pose muito bem. Bruna e Lara se entreolharam e sorriram uma para outra e piscaram para a amiga, que as observava de canto como se indagasse que estava indo bem. – Não quer entrar e ficar na varando com a gente? Só estamos esperando o Daniel chegar. Ele será o companheiro da Lara esta noite.
_ Estou bem também. – Marcos olhou para a varanda e viu as duas meninas e Guilherme. – Pode ser linda.
 Quando ele a chamou de linda, Bruna teve certeza que dentro de Bianca havia fogos de artifício que em breve saltariam de seu peito em direção às estrelas.
 Não demorou muito para que Daniel chegasse. Daniel também tinha um carro. Ele estacionou atrás do carro de Guilherme e mandou uma mensagem para Lara. A garota estava vibrando como nunca e foi de encontro a ele. Acompanharam-na até o portão e ficaram observando. Bianca de mãos dadas com Marcos sem dizer nada, apenas com um sorriso de outro mundo no rosto e Bruna abraçada com o namorado.
 Lara era diferente das amigas. Não tinha todo o romantismo que as meninas e muito menos se importava com outros detalhes mais sórdidos. Era a menos conservadora das três e gostava de quebrar tabus. Amor para ela era só em casos extremos e esses casos extremos eram raros. Desde que Bruna a conhecera, a viu apaixonada apenas uma vez que não deu certo. E talvez por não ter dado certo, essa seria a explicação para a garota ser mais despreocupada com o mundo e as consequências agora.
 A sintonia dos dois parecia perfeita de longe. Daniel era atlético, alto, forte e bonito. Loiro dos olhos azuis e um típico sedutor. Do jeitinho que Lara apreciava. Em alguns segundos os dois já estavam dando altas gargalhadas e se abraçando. A garota acenou para o grupinho em espreita no portão e todos vieram ao encontro dos dois.
_ Guilherme, Marcos, esse é o Daniel – Lara apresentou os três garotos e esperou que eles se cumprimentassem apertando as mãos – A Bia você já conhece lógico né. E essa é a Bruna, acredito que deva conhecer também.
 Daniel deu um beijo no rosto das duas meninas e sorriu para ambas: “Conheço a Bruna sim, já nos falamos algumas vezes, não muitas, mas já sim!”
_ Então, Bia e Marcos vocês podem vir conosco no meu carro. – Guilherme se virou para os dois e apontou para seu carro estacionado – A Lara e o Daniel vão com carro dele.
_ Por mim tudo bem. – Bianca abraçou Marcos e sorriu para Guilherme.
_ Por mim tudo bem, também. – Marcos assentiu com a cabeça, retribuindo o abraço em Bianca. Por mais que ainda não houvesse rolado nada seriamente entre os dois, Bruna já tinha a total certeza que essa noite a amiga voltaria para casa comprometida. – Não vejo a hora de ter o meu carro. Só ano que vem...
_ Mas uma coisa antes, já decidiram para onde vamos? – Lara indagou para o grupo e todos pararam para discutirem essa questão.
 Decidiram por fim depois de várias cogitações que iriam a um restaurante italiano. Despediram-se antes de entrarem nos respectivos veículos e partiram rumo ao restaurante que ficava um pouco longe da casa de Bruna.

 A noite havia sido incrível para todos. Comeram muita massa e pratos deliciosos. O ambiente era refinado e agradável, acompanhado de uma banda ao vivo com músicas típicas italianas. As garotas divertiram-se como nunca e Bruna ficou feliz pelas amigas. Bianca e Marcos ficaram o tempo todo de chamego além das incontáveis vezes que os dois ao mesmo tempo ficaram vermelhos e os amigos tiravam onda. Lara e Daniel já estavam se entendendo muito bem desde quando chegaram ao restaurante e em poucos minutos já haviam dado vários beijos intensos. Depois do restaurante pararam em uma pracinha como de costume e ficaram namorando. Bia e Marcos finalmente deram seu primeiro beijo e assim como Bruna havia deduzido; a amiga realmente voltou para casa comprometida. Marcos ajoelhou-se na frente de Bianca e a pediu em namoro com uma voz profunda, arrebatadora e convincente. Declarou-se apaixonado por ela e Bruna pôde ver as lágrimas escorrendo pelos olhos da amiga. Definitivamente, estava feliz por ela. Finalmente estava tudo se resolvendo para todos.
 Despediram-se de Lara e Daniel que ainda iriam passear mais um pouco. Guilherme deixou Bianca e Daniel em suas casas e levou à namorada. Não conversaram muito durante o trajeto. As coisas pareciam bem demais entre os dois e Bruna não queria demonstrar toda sua felicidade acerca de seu sonho, pois quando ele indagasse, ela saberia que não conseguiria mentir.
_ Entregue meu amor. – Guilherme sorriu e se aproximou um pouco mais da namorada, dando-lhe um beijo apaixonado.
_ Obrigada. – Bruna abriu a porta do carro e já ia preparando-se para descer quando Guilherme a segurou pelo braço. Ela olhou dentro dos olhos dele.
_ Tem algo que queira me contar meu amor? – Seu questionamento fez com que a garota gelasse. Não queria brigar, a noite havia sido incrível e não queria estragar esse momento.
_ Não, mas que pergunta Gui. Tenho que entrar meu amor. – Respondeu com a maior serenidade que podia colocar em sua voz.
_ Tem certeza?
_ E por que não teria? – Ela fingiu que a conversa estava entediando-a e Guilherme pareceu finalmente convencido.
_ Eu amo você. – Ele a puxou para perto de si e deu-lhe um abraço forte – Me desculpe ser assim às vezes.
_ Não tem problema, eu gosto do seu jeito. – Bruna realmente foi sincera ao dizer isso. Gostava do jeito dele e não tinha muito que reclamar do namorado. Sabia que ele era muito brincalhão e precisava crescer muito ainda, mas isso não a incomodava. O que realmente lhe incomodava era o egoísmo dele acerca de seus sonhos. – E também amo você. Está tudo bem, ok?
 Ele assentiu com a cabeça. Os dois se despediram com um selinho e Bruna desceu do carro, fechando a porta logo após. Guilherme esperou até que a garota estivesse dentro de casa e finalmente foi embora. 

Fim do capítulo 2.
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Nossa pessoal, me desculpem por não ter atualizado o blog ontem! Estava com uma amiga aqui em casa e estudamos/fizemos trabalho e lições praticamente o dia todo. Só fui ter tempo bem a noitinha e aí já estava cansado. Hoje também não deu para entrar aqui mais cedo, mas agora estou aqui, prontinho para um post novo hahaha :D.

Como ficou programado no "calendário" que eu criei para o Blog, hoje é dia de dicas, livros, filmes, músicas e etc. Infelizmente as resenhas que seriam postadas de terça-feira, ficarão só pra semana que vem =/.

Vou dar três dicas para vocês *-*

1ª - Livro "Marina" de Carlos Ruiz Zafón - 189 páginas


Deixo aqui a sinopse oficial do livro:

Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 

Para quem se interessou, aqui está o BOOK TRAILERhttp://www.youtube.com/watch?v=NED7zfccbHg&feature=player_embedded


Li o livro no começo do ano e A-D-O-R-E-I. Nem preciso dizer muito o motivo, a sinopse já deixa claro que a história é absurdamente envolvente, cria um suspense e um mistério bem legal e interessante e além de tudo, proporciona momentos de descontração, humor, romance, amizade, confraternização e sonhos. Eu o classificaria como um livro que nos dá uma lição de vida, que propõe algo de fato bem sentimental para os leitores, o que faz com que não tenhamos coragem para parar de ler assim que um capítulo acaba. Para quem gosta de uma história juvenil, com enigmas, uma história bem amarrada e personagens carismáticos, Marina é o livro ideal. É uma ÓTIMA leitura de um autor bastante consagrado no mercado literário estrangeiro. E para quem curte, tem uma pitadinha de terror que mescla com a ciência e o sobrenatural. Eu recomendo e assino embaixo ainda rs.
Uma citação do livro que achei marcante foi essa: “A natureza é como uma criança que brinca com as nossas vidas. Quando cansa dos brinquedos quebrados, ela os abandona e substitui por outros. É responsabilidade nossa recolher as peças e reconstruí-las.” Perceberam a intensidade e a profundidade da narrativa? É lindo, lindo e muito lindo mesmo :). #Spoiler (não leia se não quiser saber algo sobre o meio/fim da história) O final do livro é tão triste, deixa um vazio tão grande na gente =/. O que mais vamos temendo à medida que a leitura avança acontece. Nem tudo o que é parece ser. Há uma morte no fim do livro que vai realmente tocar quem ler e que vai deixar feridas na alma do leitor (para aqueles que mais se envolvem em histórias, como eu).
2ª - Filme "Jogos Vorazes" - 2012 


Quem aqui não gosta de uma boa história que mistura ação, aventura, romance, luta pela sobrevivência e uma boa crítica social por trás de tudo? 
O filme "Jogos Vorazes" (The Hunger Games), lançado esse ano no dia 23 de março é baseado na trilogia de livros de mesmo nome, sendo constituída por Jogos Vorazes e em sequência Em Chamas e por último A Esperança. Todos os livros serão adaptados e o último será dividido em duas partes, assim como já aconteceu anteriormente com a saga Harry Potter que dividiu o último livro "Relíquias da Morte" em Parte 1 e 2 e com a Saga Crepúsculo, com Amanhecer. 
 Para quem ainda não conhece eu só posso dizer uma coisa: O que você está esperando para conhecer? A história é incrível, envolvente, admirável e por trás de tudo possui uma bela crítica à nossa sociedade.
 O filme conta a história de Katniss (Jennifer Lawrence), uma garota de 16 anos que vive com a mãe e a irmã mais nova no Distrito 12 no país de Panem. Panem é um país futurístico (o ano, o século certo e etc não é informado, mas dá para ter uma ideia de que é bem no futuro). Panem foi construído sob as ruínas da então América do Norte que assim como o resto do mundo, foi destruída em meio a guerras, desastres naturais, crises, entre outras coisas, provocadas pela ação do homem. Os sobreviventes ergueram a nação e a dividiram em 13 distritos. Porém, o governo nunca foi benevolente com todos os distritos e a desigualdade social assolou a população de maneira assustadora: Muita fome, muita pobreza, poucos recursos e quase nenhum direito! Em um dado momento da história, o Distrito 13 junto com os demais, revoltou-se contra a Capital, o centro do país, onde a riqueza e o luxo eram esbanjados de forma superficial, exagerada, com vários desperdícios e muita futilidade. Sendo a Capital muito poderosa, a Guerra tornou-se um massacre quando o Distrito 13 foi completamente bombardeado e sua população massacrada. Isso serviu de aviso para todos os demais distritos de que o governo era forte e que por mais que tentassem, nunca conseguiriam derrubá-lo. Como punição pela revolta, a Capital criou os Jogos Vorazes, uma espécie de reality show bastante sangrento e fatal que selecionava 1 menino e 1 menina de idades entre 12 a 18 anos de cada um dos 12 distritos. Ao todo, 24 "tributos" seriam levados para uma arena específica montada pela Capital para ali duelarem até a morte. No final apenas UM dos 24 jovens poderia sair vivo e ser o vitorioso. Já na edição 74 dos jogos, Katniss se vê jogada dentro de um mundo perigoso e animal, ao se voluntariar como tributo no lugar da irmã que fora escolhida para participar dos jogos. Na Capital, a garota é preparada e treinada para combater os adversários e sobreviver aos mais variados perigos criados pelos Idealizadores de Jogos. Porém lá dentro da arena, ela começa a perceber o quanto aquele mundo está errado e suas atitudes até o final do filme provocam uma mudança radical no cenário de Panem: uma nova revolta, dessa vez ainda mais poderosa começa a se formar, ameaçando derrubar definitivamente o governo. O símbolo da nova revolta acaba se tornando a própria garota que tão nova, já ganha a inimizade do presidente que promete destruir tudo o que ela conhece e ama...

O filme é impressionante. A história é tocante e profunda. É incrível como algo que tem como público alvo os adolescentes, pode passar toda uma crítica social tão real e palpável quanto um filme direcionado apenas para adultos. Aliás, há muitos filmes mais maduros que não passam metade das lições e críticas que esse filme (assim como os livros) nos transmitem. A história se constrói na base do que vivemos hoje, mas funciona no futuro. Ela critica os governos e os governantes, critica o mundo onde existem tantas diferenças, tantas desigualdades e em contraste à isso, tanta futilidade e desperdício por parte de outros. Crítica o poder, o domínio e a escravidão de uma nação. Nos faz refletir sobre o futuro e sobre os rumos que a humanidade está tomando. Nos faz pensar que tudo pode ser igual daqui muitos anos e que se não fizermos nada para controlar agora, o futuro do ser humano pode ser o mesmo mostrado na história. Eu amei e super recomendo, assim como super recomendo os livros. Bom filme :D


A última dica é mais para descontrair e curtir um bom clipe: We Are Never Getting Back Together - Taylor Swift (postei a música outro dia, mas ainda não sabia que o clipe já havia saído. Agora estou aproveitando para deixá-lo aqui para quem não viu e para quem já viu, que veja de novo hahaha!). 



Curtam bastante o feriado pessoal :D. Aproveitem a dica do livro e do filme para que possam relaxar e se divertir. E ao mesmo tempo, aprimorar a leitura e refletir sobre nossa sociedade atual. Beijos, boa noite.





segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Boa noite pessoal, tudo bem? Como foi  a segunda-feira de vocês? Espero que tudo certo!
Como prometido no post anterior, hoje é dia de trechos do livro. Como estou de muito bom humor (hahaha) vou colocar o começo do segundo capítulo para vocês. Aproveitem e vão comentando, dizendo o que estão achando dos personagens, da relação entre eles, do ambiente, da narrativa, da construção dos diálogos e etc, a opinião de vocês é MUITO importante e relevante para mim, já que ainda estou num processo longo de criação do livro :D


Capítulo II

Faltavam dois dias para o Natal. Bruna e toda sua família estavam ansiosos. Desde garotinha adorava o Natal e a sensação de paz, alegria e harmonia que ele trazia. Gostava de montar a árvore, de colocar os presentes embaixo dela e da ceia de Natal. Todo aquele clima de confraternidade lhe deixava feliz.
 Mas nesse Natal ela não estava totalmente feliz. Já fazia três dias que não via Guilherme e não se falavam por telefone. Apenas trocaram algumas curtas mensagens secas que a deixaram mais chateada. Não com ele, mas chateada consigo mesma. Se houvesse um meio de reparar tudo isso...
 Era tarde de sexta-feira e Bruna, Sophia e Matheus estavam montando a árvore de Natal na sala de estar. A árvore já estava com a família há um bom tempo, mas sempre muito bonita e conservada. Era grande, verde e os enfeites eram diversos, das mais variadas cores e formas. Matheus agora estava no colo de Sophia, que o ajudava a alcançar a ponta da árvore para colocar a grande estrela dourada e brilhante que Bruna sempre se pegava admirando quando sentava na sala nessa época.
_ Agora, só vão faltar os presentes. – Bruna comentou, emocionada com o resultado final – Está linda, mais linda que nos anos anteriores.
_ Eu tenho que concordar – Sophia disse sorridente – E olha que essa árvore existe desde os meus dez anos.
_ Realmente, ela é muito velha né? – Matheus brincou, apertando o nariz da irmã mais velha, que lhe deu um peteleco de leve na orelha.
_ Seu bobinho! – Ela exclamou, colocando-o no chão. – Bruna, mamãe pediu para você ajudá-la mais tarde a fazer brigadeiro. Eu ajudaria, mas vou sair com a Débora e a Elaine.
_ Aonde vão? – Bruna olhou em direção à cozinha e ficou contente que poderia se distrair com os brigadeiros.
_ Cineminha, conversar, faz tempo que não nos vemos e elas vão viajar agora, então vamos nos ver antes que passe mais tempo. – Sophia explicou, ajeitando um detalhe ameno na árvore. – Vou lá subir e me arrumar, ok? Fica aí com o Matheus enquanto a mamãe no chega.
_ Mamãe foi aonde? – Matheus perguntou, sentando-se no sofá.
_ Foi no mercado sua coisinha! – Bruna sentou-se ao lado dele e ficou mexendo em seu cabelo – Quer assistir TV?
_ Quero ajudar vocês a fazer brigadeiro. – Ele disse balançando a cabeça em negativa pra televisão.
_ Tudo bem então, se a mamãe deixar você ajuda. – Ela bagunçou o cabelo do irmãozinho e começou a rir da cara revoltada dele. – Enquanto ela não chega, irei ligar a internet um pouco. Fica aí vendo desenho. – Bruna ligou a TV e colocou em um canal de desenhos 24 horas por dia – Quando ela chegar, você me chama.
 Matheus logo ficou entretido com os desenhos sobre super-heróis e Bruna subiu para seu quarto. Fechou a porta, ligou o computador e sentou-se o esperando conectar.
 Bianca e Lara estavam online. Guilherme também. Bruna pensou em falar com ele, mas sentia que ainda não era o momento. Não era orgulhosa, mas sentia que ele ainda precisava relaxar e pensar mais um pouco. Colocou as duas amigas numa mesma conversa no MSN e começaram a teclar.
 Combinaram de se encontrarem de noite para dar um passeio, assistir um filme, ir numa pizzaria ou apenas parar em algum lugar e ficarem conversando. Bruna gostou da ideia, pois seria a última vez que veria as amigas antes do Ano Novo. Ficou olhando para o nome de Guilherme e suspirou. Se ele quisesse conversar com ela, viria atrás em algum momento e talvez pudesse convidá-lo para ir ao passeio junto com as garotas.
_ Bem Gui, eu espero que você realmente me perdoe logo. – Bruna pensou alto enquanto conversava com as amigas e encarava a foto de Guilherme – Eu gosto demais de você, não quero te ver magoado...
 Isso lhe deu inspiração para escrever um pouco. Abriu o World e começou a digitar o que lhe vinha à mente. Os poemas e as poesias eram amigos que poderia contar sempre. Quando lhe dava inspiração, era apenas abrir o programa no computador ou pegar seu diário para começar suas anotações. Não gostou das primeiras estrofes e as refez duas vezes. Continuou e gostou do resultado.
 
Eu prometo

Lembro-me das lágrimas escorrendo pelo seu rosto
Enquanto dizia: “Não me deixe aqui sozinha”.
Quando a luz estava sendo devorada pelas sombras
Eu olhei nos seus olhos e prometi ficar.
Nenhuma de nós partiria naquele dia.

Seu sorriso iluminou tudo,
E permiti que um foco de esperança
Se ascendesse em mim.
Talvez nem tudo estivesse perdido,
Talvez a guerra logo chegasse ao fim,
E eu pudesse debruçar-me novamente sobre a janela,
Observando o mundo lá fora.

Julguei ter-me esquecido de como se fazia,
Mas consegui me permitir sonhar com um mundo melhor,
Sonhar com um novo amanhecer
E um pôr-do-sol que voltasse a aparecer no dia seguinte.
Eu desejei escolher uma estrela no horizonte
E seguir seu brilho
Até que a luz do Sol o escondesse de mim.
Eu continuaria tentando.

Eu queria reaprender a viver,
Voltar a ser criança,
Perseguir borboletas pelo jardim,
Crescer,
Odiar-me,
Apaixonar-me,
Temer a morte
Ao invés de quase desejá-la...
Mas estou vivendo nesse crepúsculo sem fim
Esperando a luta por sobrevivência acabar.
Em meio a todo esse caos, 
Todos querem viver,
Mas a maioria está cansada de tentar.

Não entendeu ao certo de onde veio essa inspiração. Apenas sentia que aquelas palavras que usara não eram sobre ela e Guilherme, mas sim sobre algo muito mais forte, que talvez a envolvesse ou talvez não. Salvou o poema numa pasta e guardou—o. Não queria mostrá-lo para ninguém. Mais tarde, quando postasse em seu blog, divulgaria com os leitores assíduos e com as amigas.



Bem pessoal, quero constar que foi revisado meio por cima, pode conter erros e coisinhas assim. Espero que gostem e tenham ficado curiosos para o resto.  Eu só não posto o capítulo completo porque quero avançar um pouco mais na história. Mas não se preocupem; toda segunda-feira (ou até mesmo em outros dias, se eu estiver inspirado, quem sabe) será postado um trecho novo do livro. Continuem acompanhando o blog e não esqueçam de comentar (bem que poderia ter a opção curtir aqui, né?)...
Beijos pessoal, boa noite ;) 

Ps: O poema é de autoria da Bruna Donini. Para quem não sabe, há alguns posts atrás eu disponibilizei aqui o link do blog dela, onde ela publicou vários poemas e poesias, um mais lindo do que o outro.  Quando li esse poema, pensei que tivesse tudo a ver com a história. Espero que gostem e não deixem de entrar no blog dela, ela realmente tem textos muito bons :). 

domingo, 2 de setembro de 2012

Pessoal, estava tendo uma ideia para deixar o blog bem legal e acho que vai ficar bem mais interessante.
Eu pensei tipo em uma programação. Cada dia da semana terá alguma postagem "especial", dedicada exatamente à um tipo de assunto. Por exemplo: um dia terá uma postagem dedicada para resenhas, no outro para redações, no outro para dicas, no outro para postar um trecho/capítulo do livro, no outro para colocar textos antigos, e etc.

Pensei em montar tipo um calendário:

Segunda-feira: Trecho/Capítulo do livro
Terça-feira: Resenhas

Quarta-feira: Dicas (de escrita, de livros, de vídeos, de músicas, filmes, etc)
Quinta-feira: Seleção de textos/redações/livros antigos para vocês conhecerem mais do meu trabalho antigo rs
Sexta-feira: Colocar alguma redação, vocês mesmo podem enviar a de vocês, que tal?
Sábado e Domingo: Posts aleatórios... Quem sabe poemas? 


Acho que vai ficar legal *-*. Pensando assim, amanhã sendo segunda-feira, terá trecho novo do livro então, quem sabe até o capítulo inteiro haha, fiquem ligados.

É isso pessoal, quero deixar o blog bem interativo e com um calendário fixo para se tornar ainda mais legal de visitar. Espero que gostem \o/.


Acima, o clipe "Lolita", mais novo single da dupla australiana The Veronicas *-*. Essa música vai ser tema da personagem Lara ;D

sábado, 1 de setembro de 2012

Boa noite pessoal, tudo bem? Como foi o sábado de vocês?
Hoje estudei um pouco, escrevi um pouquinho também. Além disso, caminhei bastante hoje que nossa rs, nem deu tempo pra postar nada aqui.


Hoje é dia 1º de Setembro *-* Aparentemente um dia comum, mas para quem é fã de Harry Potter é um dia marcante. As aulas em Hogwarts estão começando hoje e muitos estudantes devem ter tomado o Expresso de Hogwarts na Plataforma 9 3/4 na estação de King's Cross. O banquete já deve ter sido anunciado e provavelmente tinha pudim. A Luna agradece o fato de ter pudim. Para quem é fã, hoje é um dia mágico e de grande nostalgia. E a vontade de reler de novo esses livros? rs. Harry Potter é minha saga favorita de todo o sempre, é praticamente minha vida. Vou dedicar esse post pra essa saga que tanto me marcou, da infância, passando pela adolescência até agora.

Que saudades tenho disso, ah *-*. Quem é fã, comenta aí embaixo. E hoje estreia Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 na HBO, com certeza não vou perder né? hahahaha

Pra quem é fã de verdade, hoje, todos nós estamos juntos com os estudantes, andando pelos corredores da escola e aproveitando o fim do primeiro dia na melhor escola de bruxaria desse mundo. Viva!!
Até amanhã pessoal. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Remexendo em pastas velhas aqui nos meus documentos e até mesmo no pen-drive, encontrei histórias e projetos que nem eu mesmo conseguia lembrar. É tão divertido quando você reencontra esses projetos e pode analisar com um olhar mais maduro e crítico (afinal, estamos sempre amadurecendo, e com a escrita é a mesma coisa) tudo o que você escreveu ou planejou. Às vezes, encontro errinhos que hoje em dia são tão bobos, mas na época, coisa de três ou quatro anos atrás, eram frequentes. Algumas ideias infantis demais, outras boas e interessantes, com coisas para serem bem aproveitadas. A questão é que tudo isso dá uma nostalgia e eu adoro esse sentimento. 

Vou postar o prólogo do meu primeiro livro, que eu quase cheguei ao fim. Escrevi ele entre 2008 e 2009. Mais de cem páginas no word. Infelizmente acabei desistindo já no final, mas não abandonei o projeto: comecei então um processo de revisão e reescrita de alguns capítulos. Está até hoje em fase de "pré-produção", mas não foi esquecido completamente. Gosto da história dele e um dia investirei nela. Mas por enquanto, quero me focar nesse meu romance que está sendo tudo de bom escrevê-lo e acho que de tudo que já escrevi até hoje, é o que mais está me dando prazer.


PRÓLOGO: O DILEMA DAS MONTANHAS

"E o mundo se escureceu diante de meus olhos. A claridade foi morrendo aos poucos, como se a única luz de uma sala escura fosse se apagando, sumindo, morrendo, desaparecendo para sempre, no termo correto. Senti meu coração palpitar, talvez pela última vez. As trevas foram tomando conta de meus olhos e meu coração, minha alma estava quieta, parada... Minha mente estava irreversivelmente congelada.
 Diante daquele momento, lembrei-me claramente de toda minha vida em um piscar de olhos: mamãe, papai, Elias, Jasper, Anne, Daniel... Todos faziam parte do meu coração e dele nunca mais iriam sair, mesmo que... Meus olhos se fechassem para sempre e meu coração parasse de bater e a minha alma... E a minha alma fosse para outra dimensão. Seria finalmente o momento? O momento do meu fim?"


O mais engraçado é ver como minha escrita evoluiu em mais ou menos 4 anos. Esse prólogo escrito hoje em dia seria bem diferente de como está. Um dia ele será repaginado, assim como todo o livro rs.
 Para quem ficou curioso e quer saber mais de algumas histórias minhas, é só entrar em contato. Tenho bastante coisa velha aqui que eu gostaria de compartilhar com vocês. E não são apenas livros, tem até fanfic's no meio. 

Para continuar no clima nostálgico, vou deixar aqui o clipe Untouched, das The Veronicas. Uma dupla feminina australiana que sempre esteve presente em várias inspirações minhas com suas músicas. Inclusive essa música já me inspirou para o nome de uma história rs. Recomendada pela Vitória Borgi, beijos sua linda *-*, curta o clipe \o.


Pessoal, pra quem gosta de poemas e poesias, tenho uma dica MUITO legal :)

https://fanfiction.com.br/u/49170/

Estão vendo o link acima aí? Então, cliquem nele e descubram poesias dos mais variados tipos, uma mais linda que a outra. A autoria? A garota por trás do blog se chama Bruna Donini e ela é a INSPIRAÇÃO pra protagonista do meu livro!

A Bruna é um tipo de menina que muitos adorariam conhecer. É simpática, divertida e bem, para quem está acompanhando o livro, ela é exatamente igual ao personagem.

Ela tem poesias e versos lindos. Alguns tristes, outros felizes, alguns bem reflexivos. Vocês vão gostar e acredito que se identificar em vários deles.

Vou deixar um deles aqui para vocês conferirem como a menina tem talento ;)


Ilusões
A vida não faz mais nada além de zombar de nós,
Nos prometendo tudo
E não nos dando nada.
Nos mostrando caminhos
Sem auxiliar nas escolhas.
Faz tudo mais difícil,
Faz tudo parecer impossível.
A vida não faz nada além de nos testar,
Oferecendo o que queremos,
Mas sempre estipulando um preço
Que quase sempre estamos dispostos a pagar,
Mesmo que isso traga apenas a nossa felicidade,
E arruíne a vida de outro.
Então, em um pequeno - ou grande - surto de ignorância nos vemos felizes,
Nos vemos capazes de alcançar o que julgávamos pura ilusão.
Mas uma ilusão não deixa de ser ilusão por simplesmente acreditarmos nessa mudança.
A ilusão é sempre ilusão,
Isso é um fato,
Não uma condição.
E uma ilusão não nos faz completos,
Saciados por um tempo, talvez,
Mas nunca completos.
E então voltados a sonhar,
E então voltamos a nos decepcionar,
Porque a vida escolheu não nos dar,
Aquilo que julgamos precisar.
Aquilo que continuaremos a esperar,
Por toda a vida se preciso for.


Viram como é lindo? Confiram esse e muitos outros no blog dela. Quem gostar, pode divulgar e recomendar para todos. Ela deu uma parada de escrever por um tempo, mas me disse que está retornando aos poucos, afinal, voltar assim leva tempinho mesmo. Vou ficar na torcida pra você escrever um novo logo, viu Brupis? 



Boa tarde pessoal, tudo bem com vocês??

Hoje não parei quieto nenhum minuto na escola. Toda hora alguém me chamava na secretaria para ajudar em umas coisas a respeito da Olimpíadas de Português e do próprio blog. Bem, como o e-mail do blog foi divulgado hoje pela escola, espero que os novos visitantes gostem muito do espaço e aproveitem bastante :D

 A minha redação sobre Consumo ficou ótima segundo a professora. E a redação das Olimpíadas de Português também ficou legal. Daqui alguns dias, eu compartilho elas aqui com vocês.
 O blog está no começo como eu já havia dito, mas já estou pensando em mil e uma coisas para divulgar aqui para vocês. Estava pensando em selecionar alguns livros para indicar hoje e fazer a resenha destes. Mais tarde posto alguma coisa aqui pra vocês ;).

 Hoje vou postar um trechinho do segundo capítulo de "Alguém como Você", só para vocês sentirem um gostinho do que está por vir (o capítulo está completo, mas como ainda não tenho tantas páginas escritas, vou disponibilizando aos poucos, para aguçar a curiosidade de vocês e segurá-los aqui) haha :D


" Bruna estava mais do que feliz. Não podia descrever o que estava sentindo. Seu maior sonho prestes a se concretizar. Ela sabia da tamanha responsabilidade que isso requeria, mas acima de tudo, estava nas nuvens. Se conseguisse e ela bem sabia que iria conseguir, não teria mais do que reclamar.
_ Obrigada papai, mesmo. Muito obrigada! – Ela foi ao encontro do pai e o abraçou fortemente. Ficaram ali se abraçando por um tempo. O abraço do pai lhe fazia um bem gigantesco. Sentia-se mais do que protegida e amada em seus braços."


Sim, um pequeno trechinho. Sem mais hahaha, depois posto mais alguma coisa ;D

Vou deixar um clipe aqui que me inspirou também ao criar essa história. De certa forma, o clipe e nem a música tem muito a ver, mas a melodia e alguma coisa dentro dele (a presença de um morango *-*) fez despertar uma onde de ideias.

I'm wide awake ♫

Vamos aproveitar a sexta-feira pessoal *-*. Bom final de semana pra todos ;D

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Boa noite pessoal. Ou boa madrugada já ! hahaha.

Esse post é pra agradecer a todos que visualizaram o blog e que estão começando a acompanhá-lo. Sim, ele ainda está no começo e está caminhando aos poucos, lentamente. Um dia quem sabe, ele poderá ser grande, famoso, ter parcerias e etc... Enfim, mas nos atenhamos ao presente. Estou feliz por estar fazendo parte disso, por estar compartilhando meus pensamentos, minhas ideias, meus gostos, meus textos e meu livro com vocês. Eu espero que vocês - os leitores - estejam gostando. E espero também que nos próximos dias que eu for postar algo por aqui, a caixa de comentários comece a lotar hahaha =). 

Gostaria de pedir pessoal para aqueles que gostaram do blog, que ajudem na divulgação dele. Como é um blog iniciante ainda, precisamos divulgar bastante para atrair cada vez mais leitores e simpatizantes. Mais uma vez, muito obrigado a todos, estou amando isso aqui! ♥ *-*

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Então gente, nesse momento acabei de fazer uma redação que tem como tema o "Consumo", para a aula de Português. Na minha tese, eu defendi que o ser humano atualmente vive para e pelo consumo e que ele traz tantos pontos positivos quanto negativos. Um dos pontos negativos é o consumo desenfreado, ou seja, o consumismo, o consumo pelo consumo, o ter pelo ser. Depois argumentei com um contexto histórico usando como plano de fundo a Revolução Industrial que possibilitou o consumo qual como vemos hoje e defendi que o consumismo é um assunto divergente e de pouca solução, afinal de contas, a economia vive disso, superar isso seria um retrocesso para ela, não é mesmo?
 Foi uma redação legal de fazer, acho que na vida já devo ter feita várias com esse tema e em todas, eu sempre mudo o tema de abordagem. Como a redação ainda não foi entregue à professora - certamente que não, já que é de madrugada - eu ainda não a postarei. Quando ela corrigir e devolver, eu poderei compartilhá-la aqui com vocês *-*. Acho que enquanto isso, compartilharei algumas resenhas e dissertações antigas que tenho por aqui, para quem tem dúvidas em fazer textos desses gêneros, acredito que cairá como uma luva. E a propósito, quem tiver dúvida é só mandar um e-mail que eu posso ajudar =). Em breve, colocarei dicas aqui de como fazer uma boa redação (muita gente me procura perguntando).

Mas para concluir o post dessa madrugada, primeiro do dia 31 de agosto, último dia do mês (Graças à Deus, amém rs), vou colocar aqui uma música que também serviu de inspiração para o livro, sendo uma inspiração mais recente pois eu já o tinha começado. Acho que eu classificaria essa música como trilha sonora da Bruna e do Guilherme rs. A música é da Taylor Swift e se chama We Are Never Ever Getting Back Together (nome grandinho hein, Taylor?).


Post grandinho esse né? Bem, acho que já falei demais pessoal. Boa noite para vocês e vamos curtir a sexta-feita com tudo! Quem gostou da música, deixa um comentário aqui embaixo :D



  Para quem gosta de dicas de leitura, gosta de ver resenhas dos mais variados tipos de livros e até mesmo dicas de escrita (que são ótimas, por sinal), recomendo o http://caindodeboca.com.br/. É um lugar ótimo para você se perder por horas e horas.

Foi nesse mesmo lugar que tive o prazer de ver dicas ótimas de como criar e dar continuidade à uma história. Uma das dicas falava que criar fichas falando sobre os personagens eram de grande ajuda, pois o autor e o personagem poderiam criar um laço forte (conhecer todos os gostos dele, o que não gosta, como é, personalidade, caráter e etc) e com certeza facilitaria e muito ao desenvolver do personagem e da história. Hoje vou postar a ficha que montei sobre a protagonista da história, a Bruna.

- Tem 17 anos e não falta muito para completar 18
- Seu maior sonho é cursar uma faculdade de Arquitetura na Europa
- É romântica, sonhadora, gosta de se perder nos pensamentos com facilidade.
- Tem como outro grande sonho ser pedida em casamento de uma maneira incrível (original)
- É boa aluna, inteligente e dedicada, porém não possui tanta paciência com a escola.
- Gosta muito de jogar vôlei, mas nunca gostou de jogar com o time da escola no Fundamental e no Médio.

- Sempre foi muito tímida, SEMPRE. Também sempre foi muito quieta e reservada.
- Odeia chamar atenção, fica vermelha com facilidade.
- Seu maior hobbie é ler. Gosta de ler vários livros e chega a ficar um dia inteiro na frente do computador lendo. Geralmente, lê em e-books. 
- Não que goste de ler em e-books, mas às vezes falta-lhe verba para comprar livros.
- Gosta muito de música e acredita que ela representa a vida. Possui um gosto parcialmente eclético. Só não curte ouvir músicas que não tenham conteúdo ou falem coisas indecentes.
- Toca violão muito bem e às vezes compõe suas próprias melodias.
- De vez em quando, tenta tocar piano, mas se ache melhor com o violão.

- Escreve poemas e os deixa "guardados" em um blog. Tem vários poemas escritos e geralmente, falam sobre o amor, perdas, solidão, questões espirituais, liberdade e sonhos. Reuniu-os como um livro online chamado "Versos Noturno". 
- Versos Noturnos se dividi em Volume I e volume II.
- Ama Harry Potter, Percy Jackson, Jogos Vorazes, romances sobrenaturais e literatura juvenil em geral. É grande defensora desse tipo de literatura.
- Já tentou escrever um livro, mas acredita que suas ideias fluem melhor através de poesias.
- Gosta de animais de estimação, principalmente gatos e cachorros. Tem um gatinho gordo chamado Zoe.
- Possui um melhor amigo virtual que conheceu através de uma rede social há muitos anos.
- Adora a língua espanhola e já assistiu uma novela inteira nessa língua. 
- Não gosta de coisas e pessoas fúteis, principalmente garotas metidas que se acham superiores.
- Às vezes, sente medo de ter medo, sendo um pouco insegura.
- Gosta de seriados americanos.
- Ama ir ao cinema, se pudesse iria todos os dias.
- Nunca tinha pensado em relacionamentos até se envolver com Guilherme. Sonhava com o amor, mas isso seria para um futuro mais longínquo. 
- Acredita que nada seja mais valioso que suas amizades. Daria a vida por elas.
- Seu primeiro beijo foi aos 16 anos e não se arrepende disso.
- Sempre se achou sem graça e nunca quis ser notada na escola por ter muita vergonha.
- Se considerou comum a vida toda e agora adora pensar que é diferente dos demais.
- Direitos humanos e assuntos ligados ao intelecto e aos sentimentos lhe cativam.
- A única pessoa que pensou em explodir na vida, foi a diretora de sua ex-escola.
- Sua cor favorita é o lilás. Gosta dos tons do roxo.
- Apenas deseja fazer algo marcante o bastante para deixar algo legal para a próxima geração.
- É uma garota brilhante. 


Bem, é isso pessoal. Depois postarei as fichas dos personagens coadjuvantes e secundários da história que forem importantes. Espero que tenham gostado e continuem ligados no blog ;D. Eu sei que está no comecinho mas aos poucos encherei ele de novidades e postagens mega interessantes para vocês. 
-

Boa tarde pessoal!! Espero que esteja tudo bem com vocês =)

Como eu disse em um post atrás, eu tenho minhas inspirações e etc e gosto de compartilhá-las. O espaço do blog além de ser para postar trechos/capítulos do meu livro, é para expressar opinião, dar dicas de livros e estudos, colocar as redações escolhidas pela professora de Português e etc. Não é um blog só meu, é um blog meu e de todos vocês, da escola, de quem não é da escola...

Enfim, vou deixar a dica de um livro e de um filme hoje, ambos serviram para me inspirar nessa história:


Sinopse



"Ninguém mais escreve cartas hoje em dia", Marina pensava. Até que um dia uma caiu em suas mãos por engano e mudou o rumo de sua vida. Levou-a ao lugar que ela sempre sonhou. E a conhecer o amor do jeito que nunca imaginou, da forma mais improvável do mundo...



Ps: A história é muito linda, divertida e gostosa de ler. É um livro encantador e diferente, tenho certeza que vai agradar a quem o ler. É um tipo de amor tão diferente... Ai ai =)

E o filme que me inspirou também é esse aqui: "Cartas para Julieta".  O livro "Ainda não te disse Nada" e o filme se lembram um pouco e juntos me deram muitas inspirações. Acho que dá pra compreender pelo filme porque eu resolvi colocar a Itália como plano de fundo hahaha =] 




Para quem for ler ou assistir, boa leitura e bom filme ^^. Super recomendo! E em relação ao meu livro, escrevendo aos poucos e sempre com muita calma. Vamos que vamos!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Muitos já devem ter percebido que eu gosto de fazer algumas referências, sejam musicais ou de leitura. Deixo aqui a dica de um livro que citei no prefácio de "Alguém como Você", o livro se chama "Delírio".


Sinopse - Delírio - Delírio - Volume 1 - Lauren Oliver

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?.



A história é linda. É um romance que realmente pega a gente de jeito rs. Fica a dica para quem quiser ler uma história de amor diferente das tradicionais ;)

Ah, também vou deixar o clipe da música Call me Maybe que de alguma forma ou de outra - a letra da música - me inspirou em partes pra criar a história. Nem me perguntem o motivo, tem vezes que a inspiração surge de cada coisa estranha... Mas é normal rs. 






Agora deixo com vocês o Primeiro Capítulo. Só para constar gente, eu ainda estou escrevendo o livro, só que infelizmente não tive tempo nem para chegar na metade. Já tenho três capítulos prontos e mais ou menos  40 à 50 páginas escritas (pelo word rs). Com essa correria toda de estudar para o ENEM e etc acabo ficando sem o tempo que eu gostaria ter para escrever. Mas aos poucos eu vou avançando (Amém!). Às vezes dá para escrever mais de duas páginas, tem dias que dá apenas para escrever alguns parágrafos e há alguns dias que não escrevo nada. Mas o blog é exatamente para ir postando aos poucos trechos, capítulos a medida que estes estiverem prontos, comentar sobre outras obras, falar sobre coisas interessantes e etc, dar dicas...

 Enfim, quem visitar o blog, se puderem comentar eu ficaria bem grato!
Alguns já devem ter ouvido/lido o capítulo através das aulas da Rita, mas pelo que me constaram ela não leu completo em algumas salas, então aqui vocês poderão ler tudo e depois dar sua opinião. Como ninguém é perfeito, eu sou humano e cometo erros, provavelmente deve haver alguns errinhos que passaram desapercebidos. E como também não sou nenhum ser humano acima de ninguém, minha história não agradará a todos. Aqueles que não gostarem, por favor, em vez de deixarem comentários maldosos, deixem comentários construtivos, críticas que deem para serem aproveitadas. É importante para um autor isso =)



Capítulo I

Logo pela manhã, o calor já era causticante. Estavam em meados de dezembro e o Natal seria dali alguns dias. Bruna gostava dessa época, embora não fosse muito amiga do calor. Agradava-lhe um clima mais morno e normal. Mas nesses dias de verão, era impossível que não houvesse calor excessivo.
 Desceu sorridente para tomar o café da manhã com sua família. Na mesa encontravam-se sua mãe, seu pai, sua irmã mais velha e seu irmãozinho mais novo. Reuniu-se a eles e logo já se servia de torradas e suco de laranja.
_ Bom dia filha – Sua mãe, Dona Monique, uma mulher sorridente, cheia de vida e com ótimo senso de humor; ficou feliz ao ver a filha tão alegre logo cedo – Está bem animada querida, o que aconteceu?
_ Nada não. – Bruna respondeu, corando um pouco – Acho que estou assim porque o dia lá fora está lindo e estou querendo aproveitar bastante.
_ Aproveitar com o Guilherme? – Sua irmã perguntou-lhe com um sorriso brincalhão de canto de boca. Bruna sabia que ela estava tentando deixá-la sem graça, o que já era comum e, mais comum ainda, era que a garota realmente sempre ficava sem graça. – Ora Bruna, vocês são namorados...
_ Na verdade estava pensando em passar o dia com as meninas. Não sei se quero ver o Gui hoje...
_ Ora Sophia, deixe sua irmã em paz. – Disse a mãe das duas, repreendendo a mais velha – Bruna está cansada de você deixá-la sem graça desse jeito.
_ Nossa, eu não disse nada demais. Eles são namorados não são? É meio lógico que passem um dia juntos...
_ Não gosto que a Bruna passe um dia todo com o Guilherme. – Carlos, o pai da garota, disse olhando para os seus olhos – Sei que você já está numa idade de namorar e etc., não que eu goste muito dessa coisa toda. – Ele pigarreou – Mas não acha que o Guilherme é uma criança perto de você?
_ Bem, eu gosto dele. – Bruna disse isso de forma tão rápida e vazia que não conseguiu convencer nem si mesmo – Quer dizer, ele é legal...Eu rio com ele.
_ Fazer rir não basta. – Seu pai continuou sério a encarando – Mas se você acha que está tudo bem...
_ Eu gosto do Gui. Ele me traz doces. E quando eu peço para ele, me dá carrinhos. – Alegou Matheus, enquanto repartia sua torrada em vários pedacinhos pequenos. – Não é verdade mamãe?
 Dona Monique riu e concordou com a cabeça. Nessa altura todos já estavam rindo.
_ Pai, fique tranquilo. Ele é meu primeiro namorado. Não significa que sendo o primeiro, será o único. E muito menos significa que iremos nos casar. – Bruna explicou ao terminar de comer sua torrada, enquanto esticava o braço para pegar um pão de queijo – Gosto de viver os momentos de cada vez e o momento agora é ele.
_ A Bruna está certa querido. O Guilherme é um bom rapaz. – Interveio Dona Monique antes que o marido viesse falar mais alguma coisa.
_ Bem, isso é. – Ele concordou com a cabeça – Já que o dia hoje está lindo e eu consegui uma folga no trabalho, que tal irmos todos juntos ao cinema à noite?
_ Hoje vou sair com o Raul e as meninas pai. – Sophia comentou, enquanto levantava-se da mesa e ia lavar as mãos. – Vamos para uma festa.
_ Ah, que sem graça então. Queria ir com a família toda. – Carlos fez um biquinho e Dona Monique riu da situação. – Deixemos pra outro dia então.
_ Por mim tanto faz, pai. – Bruna sorriu – Eu acho que seria um programa legal.
_ Deixaremos para outro dia mesmo. – Dona Monique disse, enquanto limpava alguma coisa no rosto de Matheus– Pode sair hoje também, filha.
_ Certo. – Bruna levantou-se e foi enxaguar o seu prato. – Irei dar uma volta no parque agora, tudo bem?
 Os pais concordaram com a cabeça sorrindo.
_ E eu vou falar com o Raul, com licença pai, mãe. Tchau Matheus. – Sophia mandou beijos para todos e se retirou, depois de dar um tapa de leve nas costas da irmã.
 Bruna subiu para seu quarto e pegou seu celular e seu fone de ouvido. Colocou os fones nos ouvidos e a primeira música a tocar foi Give your heart a break. Desceu as escadas cantarolando e após mandar beijos para os pais e para o irmãozinho, saiu de casa para dar uma boa caminhada relaxante.
 Iria sentir falta da família se conseguisse realizar seu sonho de ir estudar fora. De seu pai, tão protetor e responsável e sua mãe, uma mulher de fibra, incrível e cheia de vida, a quem admirava muito. De sua irmã, sempre pronta para lhe irritar um pouquinho, como toda boa irmã mais velha, mas sempre disposta a lhe dar conselhos de todos os tipos e condições. E até mesmo do irmãozinho mais novo, que por mais que, às vezes, fosse um chato e chorão, amava muito. Amava a todos demais e agradecia todos os dias por ter uma família tão unida e brilhante como a sua.
 O movimento pelas ruas e avenidas estava grande, como sempre. Viviam em São Paulo e estranho mesmo seria se as ruas estivessem calmas, se as pessoas estivessem calmas e se não houvesse nenhum tipo de correria, barulho ou gritaria.
 A família havia se mudado para a grande metrópole há pelo menos uns dois anos. Antes disso, viviam no Sul e por lá levavam uma vida tranquila e menos movimentada. Bruna sentia falta do verde, do ar puro, da calmaria e das montanhas que faziam parte da paisagem. O céu parecia mais azul e as nuvens mais brancas. Enquanto, em São Paulo, a cidade tinha aquele triste aspecto de ser acinzentada e o ar não era nada agradável. Demoraram em se acostumarem com a nova vida, mas aos poucos foram conseguindo. A única coisa que Bruna realmente achava positivo nessa mudança era que agora não perdia mais os filmes no dia de suas estreias no cinema. Na antiga cidade, não havia um cinema.
 Mas além de tudo, gostava de São Paulo. Estudava em uma boa escola, morava em uma boa casa em um bairro bom. Tinha as melhores amigas que poderia ter, não se esquecendo de, claro, suas amizades mais velhas que haviam ficado no Sul, além de ter um namorado engraçado. Levava uma boa vida e tinha consciência disso.
 Porém, ainda havia algo. Não que desejasse muito mais que tudo o que já possuía, não era nem um pouco ambiciosa. Mas sabia lá no seu íntimo que alguma coisa faltava e ali, onde vivia sua boa vida, não iria encontrar. Tinha medo de ser loucura, de ser apenas um sonho mal pensado, mas sentia no fundo que sua vida não era ali. Por mais incrível que ela fosse algo lhe esperava lá fora: uma carreira brilhante e talvez um amor de novelas.
 Foi até o parque de o Ibirapuera correr um pouco. A garota correu vários metros sem parar, na companhia das músicas que lhe faziam tão bem. Música para Bruna era vida e era um de seus hobbies favoritos. Fazia aula de violão há dois anos e gostava muito quando criava suas próprias composições.
 Como era dia de semana, o parque não estava tão cheio quanto ficava aos finais de semana. Isso lhe deu a tranquilidade que necessitava para aproveitar aquele dia tão bonito. O verde ao seu redor, as pessoas conversando e rindo, aquele ambiente mais natural entre outras coisas lhe agradavam e parecia que seu coração se enchia de inspiração. Encostou-se a uma árvore e sentou na grama verdinha e ficou observando. Um garoto moreno, alto e bonito passou correndo e piscou para a garota, que ficou vermelha. Começou a rir como uma boba, imaginando o que Guilherme diria ou faria se tivesse visto isso. Chegou à conclusão de que não sairia coisa boa e parou de pensar nisso.
 Ficou algumas horas no parque e foi embora depois de correr mais um pouco. Combinou com Bianca e Lara de se encontrarem em uma sorveteria e rumou até lá, um pouco cansada, mas cheia de vida.
_ Aí está ela! – Exclamou Lara, vindo ao encontro da amiga abraçá-la – Uma semana sem ver você e eu já estava sentindo saudades.
_ Oi Lara. – Bruna abraçou a amiga de forma apertada – Senti sua falta também. Como está?
_ Muito bem e você?
_ Estou bem, hoje o dia está incrível. Fui para o parque me banhar de sentimentos bons. Acabou que recebi umas dez cantadas por lá, nunca ri tanto na vida.
_ O Guilherme iria adorar ver essas cantadas, né? – Bianca ironizou dando risadas – Ai Bru, estou precisando falar com você.
_ O que foi?
_ É sobre o Marcos, quem mais poderia ser? – Lara revirou os olhos e Bruna abafou um sorrisinho – Só que dessa vez, ele finalmente pediu para ficar com ela e nossa amiga aqui está enrolando.
_ Enrolando, tipo assim, por quê?
_ Ai Lara, não é bem assim. – Bianca encarou a amiga e balançou a cabeça. Bruna sabia muito bem que Bianca não queria admitir seu orgulho. – Sabe Bruna, - ela continuou, virando-se pra amiga – Ele veio sim realmente pedir pra ficar comigo e...
_ E...? – Quis saber Bruna.
_ E que eu disse que ia pensar. – Bianca fez um bico, puxou a cadeira e sentou-se emburrada sem dizer mais nada.
_ Como assim disse que ia pensar? – Bruna coçou a cabeça e sentou-se também, seguida de Lara. – Quer dizer que você passou uns dois anos atrás dele pra que quando chegasse o momento que você tanto esperava, simplesmente dissesse que ia pensar?
_ É exatamente assim. – Lara confirmou, não dando tempo para Bianca responder.
_ Não, não é exatamente assim. Quer dizer, eu não sei. Eu gosto dele, mas, fiquei tanto tempo atrás dele que agora não sei se é coisa séria mesmo que ele quer ou se é apenas passatempo.
 Bruna compreendeu o que a amiga queria dizer. Ao contrário de Lara que bufava a cada palavra que Bianca dizia, ela a abraçou e esperou que terminasse.
_ Sabe, eu entendo você – Murmurou, enquanto passava as mãos nas costas da amiga – Já senti algo parecido. E não diga que você nunca sentiu Lara, você já sentiu sim, por que está contestando agora?
_ É que assim Bru, quando eu gostava do Thales, o que foi por muito tempo mesmo, eu me sentia triste e chateada, pra baixo o tempo todo. Realmente, quando ele me enxergou eu fiquei com medo e recuei. Depois eu descobri que ele realmente gostava de mim e demorou o tempo todo porque tinha medo que eu recusasse. Um mau entendimento. O problema é que eu recuei e ele entendeu como um não definitivamente. A primeira que chegou ele ficou e estão namorando até hoje. Eu fui boba e perdi o garoto que gostava por um medo bobo. – Lara balançou a cabeça como se quisesse esquecer-se desse passado quase distante – Não quero que aconteça o mesmo com a Bianca.
_ É compreensível – Bianca murmurou, levantando a cabeça e olhando para as meninas – Eu tenho medo que isso aconteça, mas também tenho medo de falhar, ou de não dar certo, ou de ele estar só brincando.
_ Acho que nesse caso, só tentando mesmo. – Bruna sorriu – Você é uma garota linda e incrível, além de ser uma ótima amiga. Bobo dele se não quiser nada sério com você.
_ Era isso que eu estava querendo dizer – Lara sorriu, passando a mão pelos cabelos loiros – A diferença é que não fui tão doce como a Bruna.
_ Uma boa diferença viu. – Bianca debochou, deixando Lara com cara de besta – Mas eu te agradeço Larinha, obrigada, viu? Eu amo vocês duas. Acho que vocês tem razão, não tenho que ter medo, tenho que ir e viver o momento. Como diria você, Bruna, sou de momentos e o momento agora é que eu e o Marcos iremos ficar e quem sabe até namorar!
_ É isso ai – Bruna e Lara concordaram em uníssono.
_ Bem garotas, acho que já dei drama demais, que tal pedirmos sorvete agora?
_ Eu acho uma boa ideia. – Bruna riu, olhando para o cardápio – Acho que vou querer um Sundae.
_ Vou pedir o mesmo que você, só por hoje eu corto minha dietinha – Brincou Lara, ocasionando risos entre as amigas.
 As três fizeram os pedidos e em poucos minutos se deliciavam com seus sorvetes. Após terminá-los, foram para a casa de Lara e passaram uma tarde incrível assistindo filmes românticos, comendo pipoca e bebendo refrigerante. Bruna riu e se divertiu como nunca. Adorava estar na companhia das suas amigas. Para ela amizade era o que tinha de melhor e nunca sequer chegava a brigar com elas. Eram irmãs, unidas, na vida e na morte.
 Lara e Bruna se conheceram no primeiro dia de aula na nova escola em São Paulo. Estavam na mesma turma e formaram dupla na aula de matemática a pedido do professor. Logo estavam muito amigas e riam atoa de coisas bobas. Já Bianca, Bruna conheceu no dia de sua mudança. Descobriu que moravam no mesmo bairro e logo criaram uma amizade especial. A garota apresentou Bianca para Lara e as três se tornaram inseparáveis. Bianca que era de outra turma mudou para a sala das amigas e a partir daí, sempre faziam os trabalhos e estudavam para as provas juntas. Toda semana iam à casa uma da outra e sempre saiam para se divertir. 
 De tardezinha, Bianca e Bruna despediram-se de Lara e voltaram juntas para suas casas. No caminho, o celular da menina vibrou em seu bolso e era Guilherme:
_ Onde você está Bru? – Perguntou ele, a voz de menino e descolada. – Vamos sair hoje?
_ Voltando pra casa, Gui. – Bruna respondeu – Passei à tarde na Lara. Bem, acho que sim, aonde você quer ir?
_ Sair pra jantar, ir ao cinema, sei lá. Faz tempo que não saio com minha namorada pra valer. Ver você de tarde não basta.
_ Tudo bem então – Bruna riu – Passe aqui por volta das 20h.
_ Ok. – Ele deu uma risada – Beijos, eu te amo.
_ Eu também.
_ Ultimamente vocês andam tão secos um com o outro – Bianca observou – Você não gosta mais dele como antes?
_ Não é isso – Bruna parou para pensar – Mas sinto que está faltando alguma coisa. Na relação, em nós, em mim, nele...
_ Como o quê?
_ Imagino que mais paixão – A garota suspirou – Não sei se todo relacionamento cai nisso depois de um tempo, mas...
_ Deve ser apenas uma fase ruim, você vai ver, passa rápido! – A amiga disse sorrindo, colocando a mão no ombro de Bruna – Vocês dois são fofinhos juntos.
_ É, eu sei. Eu gosto do Gui. Embora...
_ Embora?
_ Não sei, venho sentindo alguma coisa diferente aqui dentro. Como se eu soubesse que lá no fundo, não temos mais muito tempo juntos.
 Bianca encarou os olhos de Bruna e ficou analisando-a por um tempo. Bruna ficou imaginando o que a amiga poderia estar pensando de si. Afinal de contas, quando conheceu Guilherme havia ficado realmente envolvida e intrigada com ele. Não demorou muito e os dois estavam assumindo gostar um do outro e logo já estavam namorando. Tudo era lindo e perfeito no começo, mas agora... Não que as coisas estivessem ruim, mas Bruna sentia que algo forte viria a acontecer e tudo mudaria.
_ Até parece que você está gostando de outro.
 Bruna começou a rir, Bianca não entendeu a reação da amiga.
_ O que foi? É o que parece mesmo.
_ Não, não é isso sua boba. Bem, não sei. Eu só sei que é como um pressentimento, de que algo está pra mudar e eu e o Guilherme não iremos durar. – Bruna refletiu sobre suas próprias palavras – E eu acho que é uma coisa boa.
_ Uma coisa boa? Você ganhar na loteria e namorar um ator de cinema? – Bianca ironizou e as duas caíram na gargalhada – Não é você que diz para viver o momento? Então vá com calma amiga, o que for pra ser, será.
_ Sim, você tem razão.
 Pararam em frente à casa de Bruna e se despediram. Bianca aconselhou a amiga para que tentasse não transparecer esse sentimento esquisito que sentia, porque Guilherme era um garoto legal. Deram um abraço e Bianca seguiu seu rumo, enquanto escutava música com seus fones. Bruna suspirou e entrou. Na sala, seu pai e sua mãe assistiam TV abraçadinhos. Deu um sorriso de lado ao vê-los e imaginou-se um dia na sua futura casa com seu futuro marido, deitados juntos e abraçadinhos assim como seus pais, assistindo a um filme romântico. Mandou o pensamento pra longe ao perceber que o rapaz não era Guilherme. Mesmo sabendo e sentindo que seu futuro não seria com ele, não se sentia bem imaginando essas coisas. Sem fazer barulho para não estragar o clima dos dois, subiu para seu quarto. No corredor encontrou Sophia se olhando no espelho e dando um retoque na maquiagem rapidamente.
_ Vai sair também Bruna? – A irmã mais velha perguntou, depois de averiguar se estava tudo ok com seu visual. – Com o Gui?
 A irmã mais nova concordou com a cabeça sem dizer nada.
_ Que bom, eu gosto do meu cunhadinho, sabia? Ele é meio pateta, mas é legal. Te fez ficar menos tímida pelo menos. – Sophia riu um pouco – E por que está tão calada maninha?
_ Estou pensativa. – Bruna respondeu ainda um pouco distante.
_ Está com cara de quem vai dar um fim na relação. O que está acontecendo entre vocês dois?
_Nada. – Bruna respondeu rapidamente, como se voltasse a si de uma vez – Estamos bem, ok? Irei tomar banho, me arrumar e ele virá me buscar por volta das 20h. – Ela olhou no relógio – E olha só, estou atrasada. Tchau maninha, te amo. Se cuide.
 Sophia ficou olhando a irmã sem dizer nada. Achava que ultimamente a pobrezinha precisava de um bom terapeuta.
_ Tudo certo então. Se cuide você também e se divirta. Um beijo, tchau.
 Bruna fechou a porta atrás de si e deitou na cama. Algo em seu coração dizia que as coisas mudariam em breve e ela não aguentava mais essa sensação. Sentia-se só mesmo com todos ao seu redor, sentia-se como um quebra-cabeça com uma peça faltando. Não estava infeliz, mas estava vazia. Na verdade, achava que estava ansiosa demais para algo que não sabia o que era e que isso era como dar um tiro para o alto.
_ Independente do que seja, tenho que viver agora e hoje. Vou me arrumar e aproveitar muito o meu namorado hoje! – Ela exclamou de sobressalto e levantou-se da cama, rumando para o banheiro.
 Tomou banho, colocou um short jeans e uma blusinha rosa clarinha. Penteou seus cabelos castanhos escuros e passou uma maquiagem leve, mas que realçava seus olhos e seu rosto. Passou um pouco de perfume e pegou sua bolsa. Guardou o celular dentro dela e desceu devagar sem fazer barulho. Seus pais continuavam abraçadinhos, mas agora dormiam. Bruna deu uma risada silenciosa e na pontinha do pé, foi até a TV e a desligou. Passou pela porta e a fechou lentamente.
 Esperou poucos minutos na varanda. Guilherme era pontual e disso Bruna nunca teve do quê reclamar. Ela viu o carro do namorado apontar na esquina e já se levantou, abriu o portão com cuidado para não fazer barulho e o fechou atrás de si. Guilherme estacionou o carro em frente de sua casa e desceu sorridente. Os dois se abraçaram e deram um beijo.
_ Está linda hoje. – Gui passou a mão no cabelo de Bruna que corou – Hoje e sempre não é?
_ Que nada. – Bruna riu – Estou tão básica mesmo. Bem, vamos ver que filme?
_ Não sei, na hora nós vemos. Vamos?
_ Vamos!
 Os dois entraram no carro e Bruna se acomodou ao lado do namorado. Guilherme era forte, mas não exageradamente. Era alto, bonito e loiro. O cabelo era repicado e continha bastante gel. Era elegante e gostava de usar roupas bonitas e de marca, mas não era esnobe quanto parecia. Tinha 18 anos e estava no primeiro ano da faculdade onde cursava Administração. Bruna sempre achou engraçado o fato de o namorado ser tão brincalhão e querer fazer algo tão sério. Mas era o que ele queria e ela não palpitava.
 Foram ao Shopping mais próximo da casa dela. Andaram até o cinema direto e escolheram o filme que veriam. Era uma comédia romântica do jeito que Bruna gostava. Compraram os ingressos e como teriam algum tempo antes do filme começar, deram uma volta pelo shopping. Visitaram algumas lojas de roupas e calçados que Guilherme gostaria de ver e terminaram gastando a maior parte do tempo numa livraria, onde Bruna sentia-se em casa como em nenhum lugar do mundo. Guilherme presenteou-a com um livro que havia se apaixonado já logo na vitrine. Bruna tentou recusar, afinal não era nenhum dia especial, mas o namorado insistiu.
 Compraram a pipoca e o refrigerante e entraram na sessão. Guilherme puxou a garota para perto de si e ela apoiou sua cabeça no ombro dele. Por mais que não pudesse definir o que estava sentindo dentro de si, Bruna se sentia segura ao lado dele. E gostava disso. Gostava da proteção que ele passava para ela e gostava do jeito que ele a envolvia em seus braços. Por mais que sentisse que isso não duraria ainda muito tempo mais, queria aproveitar o momento.
 Após o filme foram para uma pracinha e ficaram abraçados no banco, sob uma noite calma e tranquila em um céu negro com pequenas estrelas cintilantes.
_ Gui...
_ Oi amor?! – Guilherme segurava a mão de Bruna e a beijava delicadamente.
_ Você sabe qual é o meu sonho não é...
_ De ser pedida em casamento? Pode ficar tranquila que quando tivermos idade eu peço – Ele riu, mordendo a mão da garota que sorriu.
_ Não, seu bobo. – Ela apertou a bochecha dele – De ir fazer faculdade na Europa.
_ Você ainda está com essa ideia? – A reação dele foi exatamente a que Bruna esperava.
 Guilherme não entendia o motivo de a namorada ter esse sonho. Para ele, já estava de bom tamanho se ela conseguisse cursar uma universidade federal em São Paulo mesmo. Afinal, São Paulo tinha universidades boas e estariam sempre próximos. Não teria porque ela querer ir para longe, ou teria?
_ Não gosto dessa ideia não amor. – Ele disse, fazendo biquinho – Vamos ficar longe um do outro.
_ Mas é o meu sonho. Desde quando nos conhecemos eu o tenho. Você sabe disso. – Bruna ficou com o olhar um pouco distante, imaginando-se nos corredores de uma universidade estrangeira, realizando seus maiores desejos. Guilherme notou o brilho em seu olhar.
_ É um sonho que eu não participo!
 A secura em sua voz fez com que Bruna voltasse a si e o encarasse. Guilherme parecia sério e carrancudo. Ela entendia o que ele sentia, mas também queria que ele a entendesse ao menos um pouco.
_ Não fale assim. Até parece que estou estragando tudo entre a gente. – Ela demonstrou ter ficado chateada em sua voz e ele a envolveu novamente em seus braços.
_ Não é isso – Ele murmurou baixinho – Não quero perder você.
_ Você não vai me perder. Vamos ficar longe por um tempo sim, mas podemos nos falar com frequência. Ligações, mensagens, internet, uma vez por mês...
_ Acha mesmo que quero que as coisas sejam assim? – Ele a encarava com indignação.
_ Não, sei que não quer. Mas é o meu sonho, é o que eu quero para minha vida. É o que desejo para o meu futuro. Quando eu tiver meus 30 ou 40 anos quero acordar sabendo que fiz a coisa certa. Que estou no lugar certo. Que se eu errei, pelo menos tentei.
_ Você fala como se não me amasse.
 Bruna sentiu-se culpada pelo que Guilherme disse. O amava como pessoa, como amigo, como companheiro, mas não como namorado. Não sentia o maior sentimento do mundo por ele. Gostava bastante dele, mas sabia que seu bastante não era tudo.
_ E ficou calada por quê? – Ele insistiu, querendo ouvir um não da garota.
_ Você é bobo. Está confundindo as coisas. – Foi o máximo que ela conseguiu dizer – Só quero que saiba que se algo não der certo entre a gente, vou sempre me lembrar de você apenas com pensamentos bons.
_ Por que está falando assim? Você quer terminar, é isso? – O desapontamento na voz dele era mais do que perceptível e angustiante.
_ Não Guilherme. Olhe pra mim. – Bruna segurou seu rosto e o encarou profundamente – Eu sou feliz, ok? Mas a vida é uma caixinha de surpresa e não sabemos o dia de amanhã. Só quero dizer que se eu conseguir uma bolsa para cursar uma universidade fora do país, eu irei. Ou se meu pai conseguir pagar, eu não sei como, mas se aparecer à oportunidade, eu irei. E no que depender de mim, as coisas serão como tiver que ser. Por mim, não haveria um fim – Ao dizer isso, Bruna sabia que estava mentindo para si mesma, mas não era como se o estivesse enganando. Ela era sincera e falava como uma pessoa madura – Tudo dependerá de como você lidará com isso.
_ Não quero que essa oportunidade surja. – Ele disse isso tão baixo que a garota precisou se esforçar um pouco para entender.
_ Está sendo egoísta.
_ Não estou.
_ Está sim.
_ Você que está pensando apenas em você. Você que quer ir pra Europa fazer uma faculdade boba e deixar seus amigos e seu namorado pra trás. – Havia um pouco de grosseria por trás de tudo o que ele falava e lá no fundo, isso magoou a menina.
_ Quero ir embora Guilherme, agora. Não me ofenda desse jeito. Você fala como se eu não me importasse com ninguém e só comigo. Eu vou sentir sua falta e de todos. Mas estou pensando na minha carreira e no meu futuro. Eu tenho esse sonho desde garotinha e você não mudará isso. Vamos, estou com dor de cabeça, quero deitar. –Ela se levantou e cruzou os braços, fitando o namorado.
 Guilherme preferiu não dizer mais nada. Fez uma cara feia e levantou-se. Deixou Bruna na porta de casa e se despediram com um beijo xoxo. Quando ela desceu do carro ele pensou em descer atrás e puxá-la para si, mas desistiu da ideia. Deu partida no carro e foi embora.
 Bruna entrou desolada. Seus pais não estavam mais na sala, mas havia uma bacia de pipocas sobre a mesinha da sala. Ela foi diretamente para a cozinha e bebeu um copo d’água. Subiu para seu quarto e trancou-o. Tirou a maquiagem e colocou o pijama. Pegou o diário e escreveu um poema triste sobre perdas e decisões. Embaixo do mesmo escreveu:
 “Não quero magoar quem eu amo, não quero pensar apenas em mim mesma. Quero que todos fiquem e sejam felizes. Quero ficar e ser feliz também. Não quero ver ninguém chorando ou sofrendo por minha causa. Só queria que as coisas fossem mais fáceis... O caminho pros nossos sonhos são tão complicados, por quê? Só não quero que me culpem por algo que eu não tenho culpa. Não quero fazer ninguém de bobo. Eu peço desculpas se já o fiz. Eu só quero que o amanhã seja melhor e o que tiver que ser, será.”
 Ao terminar, fechou o diário. Olhou para a estante e pensou em ler um pouco, mas realmente percebeu que estava com dor de cabeça. Tomou um remédio e deitou na cama. Ficou imaginando como seria o dia em que receberia a notícia de que poderia estudar fora. Uma paz e uma felicidade tomaram conta instantaneamente em seu peito. Sentiu-se relaxada e quase se esquecera da discussão que tivera momentos antes com Guilherme.
 Ah Guilherme, não quero magoar você... Mas terá que ser assim. Não posso trocar meu sonho por um relacionamento que eu sei que não irá durar...
 Seus olhos se fecharam lentamente e dormiu um sono tranquilo, onde novamente morangos e um garoto que nunca vira na vida tomaram conta de seus sonhos.